Garota ativa 30/08/10
Por Carol Lucena
Mochila nas costas e pé na estrada. Foi assim que Manuela Scarpa viveu o último ano. Depois de realizar diversos trabalhos como jornalista e editora de vídeo, no auge de seus 26 anos, Manu resolveu passar uma temporada na Califórnia. Foi bom para abrir a cabeça e absorver tendências, sem falar que deu para investir em novos equipamentos, aperfeiçoar o inglês, rever os amigos e surfar muito. Essa garota linda, simpática e com o espírito aventureiro, em breve, estará de volta ao Brasil, pronta para tocar novos projetos.

Em ação, durante a etapa brasileira do WCT, na Praia da Vila (Foto: Marianna Piccoli)
Esse interesse pelos textos e imagens veio antes ou depois da paixão pelas ondas?
Antes. Com 15 anos, eu já sabia que prestaria vestibular para jornalismo. Quando entrei na faculdade também cursava geografia, e a ideia era unir as duas coisas, mas logo no segundo semestre, já comecei a estagiar e o jornalismo tomou todo meu tempo.
Há quanto tempo você está nessa profissão?
Desde 2005.
Como o surf surgiu na sua vida?
Comecei a surfar com 19 anos na praia Mole. Pode parecer meio tarde, mas cresci na praia e, quando pequena, tive algumas pranchas de bodyboard. Foi algo que ficou adormecido dentro de mim, mas que sempre esteve ali. No verão de 2003, entrei com tudo. Aos poucos fui fazendo amizades e adoro quando rola alguma barca da mulherada em busca de diversão e ondas.
Qual a sua especialidade? Por que você escolheu seguir essa área?
Atualmente trabalho com revista e edição de vídeo. São as duas áreas que mais gosto. O interesse pela edição veio ainda na faculdade enquanto trabalhava em um telejornal. Depois de formada passei seis meses na Califórnia e, quando voltei, comecei a editar os vídeos da viagem com um programa bem simples que já vinha instalado no computador. Daquele momento em diante, não parei mais. Fui para São Paulo me especializar e investi em um computador mais potente. Comecei a editar imagens de surf em 2006, quando iniciei uma parceria com minha grande amiga fotógrafa e videomaker Marianna Piccoli. Trabalhamos juntas sempre que aparece uma oportunidade, e a parceria dura até hoje. Nos últimos dois anos, assinava como jornalista responsável da revista Juice, com circulação nos três estados do Sul do Brasil. Elaborei várias matérias e fiz vários amigos. Também escrevia a coluna Estar Bem, que abordava temas sobre o papel do homem em preservar o meio ambiente. Aliás, esse é um tema que eu procuro desenvolver sempre que posso, porque sinto que faz parte da minha responsabilidade social como jornalista.
Conte um pouco sobre os trabalhos que você já desenvolveu.
Gosto mais de explorar o lifestyle que envolve o surf e, na revista Juice, eu tinha bastante esse espaço. Além de editar os textos, eu produzia diversas matérias sobre arte, música, ecologia e viagens, sempre com o foco na vida do surfista. Na parte de vídeo, vale destacar o Programa Adventure, que explorava a produção audiovisual de esportes radicais. Os entrevistados eram sempre filmakers, editores ou diretores de filmes de surf ou qualquer outro esporte de ação junto à natureza. A equipe era formada por mim e mais dois bodyboarders: a filmaker Marianna Piccoli e o cineasta e bodyboarder profissional Jorge Baggio. Era muito bacana conversar com quem produzia esse tipo de vídeo, tanto que temos planos de reativar o programa. E como o surfista está sempre perto da natureza, o tema ecologia sempre esteve presente nos meus trabalhos. Trabalhei durante um ano como jornalista e editora de vídeo em uma produtora em Florianópolis e desenvolvi alguns projetos nesse sentido. Um que me marcou bastante foi uma série de sete programas chamada Fontes de Energia Renovável. Viajei por todo o estado de Santa Catarina em busca de bons exemplos de quem já adotou a utilização de uma energia mais limpa e amigável com o meio ambiente, como, por exemplo, a energia solar, eólica e biocombustíveis.
Eu sei que você gosta de viajar, quais os lugares que você já conheceu por causa do surf?
Realmente adoro viajar, mas ainda tenho muito para conhecer. No litoral brasileiro, do Rio Grande do Sul até a Bahia, acho que só não fui para o Espírito Santo. No exterior, Hawaii e Califórnia.
Conta como está sendo passar esse tempo na Califórnia?
Muito bom. Morei aqui em 2006 e sempre ficou aquele desejo de voltar. Fiz vários amigos aqui e sabia que, na próxima vez, seria diferente. Demorou quatro anos, mas precisava desse tempo no Brasil para desenvolver mais a parte profissional. Estou morando em San Diego com a família Padaratz, que já é minha família também. Foi bom para investir em novos equipamentos de edição, aperfeiçoar o inglês, rever os amigos e surfar muito. Desenvolvi alguns trabalhos na área de vídeo e revista também. Durante a Copa do Mundo, fiz a cobertura dos jogos aqui nos Estados Unidos para um canal de esportes no Brasil. Foi um trabalho bem legal que produzi junto com uma colega jornalista que também mora na Califórnia. No fim de agosto, rolou um swell de sul muito bom e fiz uma parceria com um fotógrafo que mora em Huntington Beach. Produzimos um material em foto e vídeo para um website brasileiro especializado em surf.
Como é o surf por ai?
É bem aquilo que você vê nas revistas. Apesar da água gelada mesmo no verão, tive sessões históricas que vão ficar na memória para sempre. Aqui em San Diego, tem várias opções, mas as melhores quedas foram na região de San Clemente, onde tem a praia de Trestles. Nessa época do ano, o swell mais constante é de sul e as ondas são melhores lá. Confesso que acho mais fácil surfar dois metros aqui que meio metro na Joaquina (risos), mesmo com fundo de pedra.
Teve alguma história marcante na sua trajetória profissional.
A cobertura do evento Bandeira Azul na praia Mole, em Floripa. Foi um evento promovido pela associação da praia, comerciantes, prefeitura e comunidade. Todo mundo trabalhou como voluntário para tentar conquistar uma bandeira que é como um selo de qualidade em termos de preservação, acessibilidade, segurança e limpeza. A intenção do evento era tornar essa luta conhecida por todos. Foram várias ações ambientais, altas ondas rolando e um show inesquecível com o Dazaranha, minha banda favorita em Florianópolis. Foi marcante porque o contexto todo foi muito legal. Foi na praia Mole que comecei a surfar e para mim é muito importante que esse local mantenha a mesma magia de sempre.
Qual foi o material mais bacana que você já produziu?
A vida de editora é um pouco solitária. É só você, o computador e um fone de ouvido. São várias horas para editar apenas um minuto. Eu adoro. Mas por isso valorizo muito quando vou para rua produzir e exercer minha função de jornalista. Apesar de não acompanhar muitos campeonatos, foi muito bacana fazer a cobertura de uma etapa do Pro Junior para a ESPN. O evento rolou em Torres, litoral norte do Rio Grande do Sul. Eu não conhecia o lugar ainda e fiz vários contatos importantes. Também gostei muito de conviver com a galera da nova geração do surf brasileiro.
Quais seus planos para esse restinho de 2010?
Em breve estou de volta no Brasil e vou direto para minha querida ilha rever a família e os amigos. Quero retomar alguns projetos e iniciar outros que estão em mente, mas como uma clássica aquariana, vou também em busca do desconhecido.

Manu no Pro Junior, em Torres, entrevistando o surfista Ricardo dos Santos (Foto: Arquivo Pessoal)
Para conhecer o trabalho da Manuela, acesse seu blog.
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14 Respostas para este artigo
Oi linda a can mostrou umas fotos suas estais muito lindona.
Parabéns pela sua coragem sua luta te admiro.
Um grande beijão Jupira
Valeu a visita, Ju!
Bjos
Essa Manu eh de OURO! Sem duvida alguma nao ha menina-mulher q incorpora melhor o titulo do artigo. Love U, Manu. Adorei a repostagem.
Valeu, Ca!
Apareça sempre por aqui
Bjos =*
Muito bacana meninas!!!
Daaaaaaaale Bota pra baixo!!! Tá demais hein nega……… !vai que vai!!PARABÉNS!!! Beijuxxx
Obrigada pela visita Carol!!
Bjos =*
Manu!! Tu eis fenomenal!!
Tks pela visita, Morelli!
Beijos
Eiaaa mulherada tomando conta da midia, ediçao, fotografia…
uhulll, parabens Manu, otima materia carol…
Isso aí! Maneiro, heim?
Beijos, Mou!
no comments.
you are the one, manu.
kiss
Mulherada dominando geral
Aham!
Beijos